O BIGODE


RELEASE

Adaptação inédita, para os palcos, da obra “O Bigode”, do francês Emmanuel Carrère, estreia dia 20 de maio, sexta­feira, no Teatro Maison de France. O espetáculo narra a história de um homem que enfrenta uma crise de identidade após decidir raspar seu bigode.

Com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa de Fomento “Viva a Arte” 2015, realização do LUPA e Alessandra Reis 27 Produções Artísticas, o espetáculo “O Bigode” cumpre temporada de 20 de maio a 19 de junho de 2016, no Teatro Maison de France, sexta e sábado às 20h e domingo às 18h. Adaptação inédita, para os palcos, da obra homônima de Emmanuel Carrère, o espetáculo narra a história de um homem que enfrenta uma crise de identidade após decidir raspar seu bigode.

O Bigode, no original ​La moustache​ , é uma novela do francês Emmanuel Carrère – que também assina títulos como A colônia de férias, Um romance russo, Outras vidas que não a minha, Limonov. Escrito em 1986, a obra possui um enredo aparentemente simples, começa quase como uma brincadeira. A leveza das primeiras páginas chega a pregar peças na emoção do leitor, que logo se vê desconcertado ao perceber que da serenidade, vem o horror. O tema da identidade é explorado sob o prisma conjugal. Como é possível ser íntimo de alguém e, ao mesmo tempo, um completo estranho? E por que a imagem que o outro tem de nós pode ser tão poderosa, capaz de desestabilizar até mesmo quem somos? Os limites do autoconhecimento, a incomunicabilidade amorosa, os parâmetros de normalidade social são magistralmente explorados em O Bigode.

A força da narrativa está no fato de Carrère ser um escritor que sabe manipular as loucuras secretas de todos nós e espalhar o horror com uma calma que só faz reforçar o impacto de sua história. A literatura de Emmanuel Carrère pode ser a realidade ou a ficção, a psicanálise ou a ação, a vontade de se expor ou o desejo de autocompreensão. São essas ambiguidades que fazem de Carrère um dos mais interessantes autores franceses contemporâneos e que o fizeram participar da Festa Literária Internacional de Paraty – Flip, de 2011.

Dez anos após seu lançamento, O Bigode foi adaptado para o cinema, roteirizado e dirigido pelo próprio Carrère. Mas, até hoje, a obra nunca havia sido adaptada para o teatro. Diante do desafio de tornar dramaturgia a literatura, a presente adaptação, assinada Ricardo Leite Lopes, dirigida por Eduardo Vaccari e interpretada por Vicente Coelho, Dulce Penna, que fazem os personagens principais, e João Lucas Romero, narrador da trama, e que juntos formam o Grupo LUPA, pretende alcançar o ritmo vertiginoso da narrativa original, explorando desde seu humor patético até a inevitável tragédia

O ENREDO DA PEÇA

Numa manhã, um homem, ao se barbear, pergunta a sua esposa: “E se eu raspasse o bigode?” De saída, ela responde encorajando­o ao ato. Ele aproveita sua rápida ausência e decide fazer­lhe esta surpresa. Raspa o bigode que usava há anos. Porém ao retornar ao apartamento ela não faz nenhum comentário e parece ignorar a mudança no visual do marido. De início, parece se tratar de uma troça da esposa. Aos poucos a situação vai se tornando mais curiosa, pois as outras pessoas que ele encontra também não notam ou, pelo menos, não comentam a diferença. Já irritado e desgostoso com a suposta brincadeira de mau gosto, ele finalmente decide perguntar: “Você não vai falar nada sobre eu ter raspado o bigode?” Ao que ela responde: “Que bigode? Você nunca teve bigode!”

Este é o ponto de partida de O Bigode. O advento que desencadeia a crise de identidade deste personagem sem nome, esta trama que flerta com o absurdo, um conto de terror psicológico. Estaria ele louco? Nunca teria usado bigode? Ou seria a esposa, quem teria enlouquecido?

ADAPTAÇÃO INÉDITA PARA O TEATRO

O desejo de montar O Bigode surgiu em 2003, ao primeiro contato da atriz Dulce Penna com o livro. Mas foi apenas em 2011, quando Emmanuel Carrère visitou o Brasil, por ocasião da Festa Literária Internacional de Paraty – Flip, que Dulce vislumbrou a oportunidade de concretizar o seu desejo. Junto a Vicente Coelho e Alessandra Reis, encontrou Carrère pessoalmente e falou­lhe da intensão de fazer uma adaptação da obra para o teatro. Curioso pelo resultado, Carrère incentivou a levar a cabo a adaptação e cedeu legalmente os direitos autorais. O processo foi mediado pela equipe da Aliança Francesa. Assim conquistou­se o privilégio e responsabilidade de revelar para os palcos esse expoente da literatura contemporânea, tão celebrado no exterior e tão pouco conhecido no Brasil.

O GRUPO LUPA

O LUPA é oriundo de uma parceria, iniciada ainda no curso de direção teatral da UFRJ, entre Dulce Penna, Eduardo Vaccari, Vicente Coelho, João Lucas Romero e Ricardo Leite Lopes. Em 2010 estreou o espetáculo “201”, com texto de Dulce Penna, que conta a história de dois homens que viveram em um mesmo apartamento, mas em épocas diferentes. A encenação cumpriu temporada no Espaço Cultural Sérgio Porto, como parte do Projeto Entre, e na Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes, em 2013. “O Bigode” é o segundo projeto do​ ​LUPA.


Horários

Sexta-feira: 20h - R$ 40,00 e R$ 20,00(meia)
Sábados 20h - R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia)
Domingos: 18h - R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia)

Elenco

Vicente Coelho, Dulce Penna e João Lucas Rome

Ficha Técnica

Autor: Emmanuel Carrère
Direção: Eduardo Vaccari
Cenário e Figurinos: Carla Ferraz
Iluminação: Vitor Emanuel
Trilha Sonora Original: Arthur Ferreira
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Evee Avila e Fernanda Guizan - Balão de Ensaio
Produção Executiva: Débora Paganni
Realização: LUPA e Alessandra Reis 27 Produções Artísticas

Direção de Produção: Paula Valente e Rubi Schumacher - Curiosa Cultural
Adaptação: Ricardo Leite Lopes




O Teatro


Desde sua inauguração, ao inicio dos anos 50, o Teatro Maison de France foi palco dos principais acontecimentos teatrais cariocas e marcou para sempre a vida cultural da cidade. Foi ali que Fernanda Montenegro e Fernando Torrres encenaram por dois anos seguidos o maior sucesso da carreira deles, a peça “E” nos anos 60 e que o público carioca entrou em contato com as experiências da vanguarda do Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrrêa.
O Teatro Maison de France também ficou nas memórias por ter sediado o famoso Prêmio Molière de Teatro que, durante 27 anos, prestigiou o que a classe artística brasileira tem de melhor, apoiado pela Air France.

Em junho de 1985, infelizmente, o teatro fechou suas portas, depois da temporada da peça “A Amante Inglesa” com Paulo Autran e Tônia Carreiro. Esse fechamento foi motivado por razões de segurança, particularmente pelas normas anti-incêndio que estavam obsoletas.


O processo de reabertura
Desde essa época, foram feitas várias tentativas para reabrir o teatro, sem sucesso. Em 1995, o então adido cultural do Consulado da França no Rio de Janeiro, Romaric Sulger Büel incentivou a renovação e a reabertura do Teatro Maison de France. Essa missão foi atribuída ao Instituto Molière, sociedade civil, sem fins lucrativos cujo objetivo fundamental foi a remodelação do Teatro, e posteriormente, sua administração.


Em 1996, o Presidente do Instituto Molière o Sr. Michel Oyharçabal conseguiu, depois de uma complexa negociação, a verba para a reforma do Teatro. Com o apoio indefectível do Sr. Michel Rama, o então responsável do Governo Francês para os imóveis, foi iniciado o projeto arquitetônico, confiado ao Engenheiro Sérgio Moreira Dias, cuja empresa projetou realizações famosas como o Metropolitan, hoje Claro Hall. Os melhores especialistas acústicos e de iluminação foram contratados para otimizar a qualidade do teatro, o sistema de ar condicionado foi instalado para oferecer conforto e silêncio e foram construídos cinco camarins amplos com instalações sanitárias.
Devido as novas normas de segurança, a capacidade do teatro foi reduzida de 500 para 353 lugares e o palco ampliado. A desvalorização do Real em 1999 obrigou o Instituto Molière a buscar patrocinadores para completar a verba disponível. Foi através da lei de Incentivo Fiscal a Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que a Light participou na altura de 20% do projeto de renovação.

A decoração assinada pela decoradora Ana Lúcia Juça combina elementos tais como a pedra São Tomé, madeira e vidro conjugando a sofisticação com modernidade e elegância. No dia 4 de dezembro de 2000, o Embaixador Alain Rouquié e o Sr. Michel Oyharçabal anunciaram o início das obras que demoraram um ano.


A inauguração e o funcionamento do teatro

Inaugurado no dia 1 de fevereiro de 2002 pelo Ministro Francês da Francofonia e da Cooperação, o Teatro Maison de France passou a oferecer uma programação variada, com espetáculos de teatro, dança, música, concertos, sessões de cinema, seminários etc...

O teatro também está disponível para empresas que desejam alugar o espaço para reuniões corporativas e seminários profissionais. Por este fim, ele foi dotado de equipamentos de som e luz de última geração. A primeira peça da retomada do Teatro Maison de France foi “Variações Enigmáticas”, do francês Eric Emmanuel Shmidt, encenado pelo último ator a pisar naquele palco no ano de 1985, Paulo Autran, Cecil Thiré com direção de José Possi Neto.

Depois dessa brilhante reinauguração, o Teatro Maison de France pode se orgulhar de ter acolido espétaculos de prestigios com todos os grandes nomes da dança (Ana Botafogo), da canção (Bibi Ferreira), da opéra ( Barbara Hendricks) e claro do teatro ( Irene Ravache, Marcos Caruso, Natalia Timberg, Pedro Paulo Rangel, Camilla Pitanga ....).
O Teatro Maison de France voltou a ser a referencia carioca quando se trata de qualidade artística, conforto e sofisticação.



Galeria


O Teatro Maison de France é referência carioca quando se trata de qualidade artística, conforto e sofisticação.

Alugue o Teatro


O Teatro Maison de France é o lugar ideal para a realização de seus eventos - coquetéis, workshops, congressos, conferências e lançamentos de peças, filmes e livros etc..

Colação de Grau da FGV





Seminário FIFA-FGV

Números do Teatro Maison de France

Alguns fatos interessantes sobre o Teatro

Atores


2453

Espetáculos Apresentados


146

Eventos Realizados


217

Mantenedor


Patrocínio


Clientes


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Avenida Presidente Antônio Carlos, 58.

(21) 2544-2533

tmf@teatromaisondefrance.com.br

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Ter. - Sex. a partir das 13h30

Sab. - Dom. a partir das 13h30

Seg. 13h30(Informações) e Cinemaison

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