UMA ILÍADA


“Uma Ilíada”, de Lisa Peterson e Denis O'Hare

Com tradução de Geraldo Carneiro feita especialmente para a montagem, Bruce Gomlevsky, sozinho em cena, revive a tradição dos antigos contadores de histórias em texto que é uma adaptação contemporânea da “Ilíada” de Homero e narra a Guerra de Troia

Considerada a "obra fundadora" da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial, a “Ilíada”, de Homero, poema épico que conta a saga da Guerra de Troia, ganha os palcos pelas mãos do ator e diretor Bruce Gomlevsky, que encena uma adaptação do texto “An Iliad”, da diretora e do ator americanos Lisa Peterson e Denis O'Hare.

Com tradução especialmente feita por Geraldo Carneiro, Bruce, sozinho em cena, revive a tradição dos antigos contadores de histórias, como os “griots” africanos ou os xamãs que, cercados pelo seu povo, ao redor de uma fogueira, passavam adiante seu conhecimento e suas histórias.

“Uma Ilíada” busca a conexão com os aspectos mais essenciais do teatro. Abrindo mão de quaisquer elementos ou artifícios, a peça vale-se basicamente do trabalho do ator e a comunicação direta com seu interlocutor.

Em cena, vivendo um poeta de um tempo e lugar indeterminados, Bruce, acompanhado de uma contrabaixista, faz uma releitura dos antigos “aedos”, artistas andarilhos da Grécia Antiga que cantavam para o povo e para as cortes os poemas “homéricos” acompanhados por um instrumentista.

Com poesia e humor, o texto apresenta a história da Guerra de Tróia ao mundo contemporâneo, tratando de temas ainda atuais como a escolha entre valores materiais e morais, a ira, a sede de guerra e suas conseqüências. "Para mim é uma satisfação imensa ter encontrado esse texto tão especial. Uma versão condensada da Ilíada de Homero, escrita de forma acessível e comunicativa para as plateias contemporâneas, sem perder a profundidade e a beleza poética do texto (...) Me interessei também por tentar investigar como essa obra - que tem três mil anos e é considerada o primeiro poema épico ocidental que chegou aos nossos dias - nos afeta ainda hoje por tocar em questões míticas do ser humano. Como por exemplo a violência, a ganância e a ferocidade humana. A necessidade infindável do homem de guerrear, conquistar e subjugar o seu semelhante.",afirma Bruce Gomlevsky.

A “Ilíada” de Bruce foi brindada pela tradução original e especialmente feita pelo poeta, letrista e roteirista Geraldo Carneiro: “Sempre fui apaixonado pela Ilíada, desde que me desentendo por gente. Uma alegria imaginar que Homero inventou essas palavras para cantar a bravura de um guerreiro, a astúcia de outro, a beleza de uma mulher, a memória de uma cidade destruída à beira-mar. Sei que, para muitos, Homero é uma ficção. Ou apenas um poeta entre muitos. Ou uma espécie de deus da poesia épica. Diante de seu altar, todos os poetas posteriores teriam deixado seus versos como oferendas.“.

SINOPSE

Resgatando a tradição dos antigos contadores de histórias, Bruce Gomlevsky, sozinho em cena, narra ao público a Guerra de Tróia acompanhado por uma contrabaixista.

“UMA ILÍADA” NA IMPRENSA INTERNACIONAL:

"Fascinante... Inteligentemente concebido e impressionantemente executado. Uma ilíada reconta uma antiga história que ressoa com trágica relevância nos dias de hoje" - The New York Times

"Uma ilíada é teatro puro: chocante, glorioso, visceral e profundamente satisfatório." - Time Out New York

"Explosivo, de tirar o fôlego ...." - The Chicago Sun Times

"Uma brilhante e eletrizante adaptação" - The Philadelphia Inquirer

A ILÍADA

A “Ilíada”, poema épico de autoria de Homero, escrito há cerca de 3.000 anos, é um conjunto de mais de 15.000 versos reconhecido como o mais antigo e extenso documento literário grego - e ocidental - que chegou nos nossos dias.

É considerada a "obra fundadora" da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial.

Influenciou fortemente a cultura clássica de maneira geral, abrangendo não só a literatura, a poesia lírica e a tragédia (influenciando a linguagem e os temas destes), como a historiografia e a filosofia, sendo estudada e discutida na Grécia Antiga (onde era parte da educação básica) e, posteriormente, no Império Romano.

A Homero se atribui a autoria de "Ilíada" e "Odisséia", uma vez que restaram poucos fragmentos escritos em língua dos gregos anteriores a ele. Na Grécia clássica, os poemas “homéricos” eram encenados durante os festivais olímpicos. A prática dos “homeristas” manteve-se viva no Império Romano até meados do século IV.

BRUCE GOMLEVSKY

Considerado um dos mais importantes criadores teatrais de sua geração, ator, produtor e diretor, formado pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), está no mercado há 22 anos, trabalhando em teatro, cinema e televisão. Em cinema ganhou o prêmio “Candango” de Melhor Ator de Curta-Metragem 35mm no 32º Festival de Cinema de Brasília, com o filme “Cão-Guia” (1999), de Gustavo Acioly, e com o filme “Nada a Declarar” (2004), do mesmo diretor. Ganhou também o Prêmio de Melhor Ator de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Vitória e no Festival de Cinema de Curitiba. Em papel de destaque, participou de quatro longas-metragens brasileiros: “Quase Dois Irmãos” (2005), de Lúcia Murat, “Deus É Brasileiro” (2003), de Carlos Diegues, “Apolônio Brasil” (2003), de Hugo Carvana e “Lara” (2002), de Ana Maria Magalhães.

No teatro, integrou durante três anos, a Companhia de Ópera Seca, sob a direção de Gerald Thomas, onde realizou sete espetáculos, dentre eles: “Ventriloquist” (1999/2000), “NXW” (2000) e “Deus Ex-Machina” (2001/2002). Atuou também em mais de vinte espetáculos teatrais, tais como “Romeu e Julieta” (1997) nos Jardins do Museu da República (pelo qual foi indicado ao prêmio de Melhor Ator no III Prêmio Cultura Inglesa de Teatro), “Nada de Pânico” (2003), sob a direção de Enrique Diaz, “A Morte do Caixeiro Viajante” (2003), sob a direção de Felipe Hirsh, “Répetition” (2004), de Flávio de Souza com produção de Xuxa Lopes.

Como ator e produtor, Bruce esteve à frente do elenco de “Avalanche” (2003/2004), sob direção de Ivan Sugahara e “A História do Zoológico” (2004/2005), onde participou também da direção ao lado de Daniela Amorim. Dirigiu e protagonizou nos últimos anos os espetáculos “Línguas Estranhas”, “Renato Russo”, “Cyrano de Bergerac”, “Festa de Família”, “A Volta ao Lar” e “O Homem Travesseiro”, tendo sido indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2007 e 2012 e ganhador do Prêmio APTR de Melhor Diretor 2012. Em 2013 dirigiu o espetáculo “Intimidades”, com texto de Gustavo Machado, e no segundo semestre de 2014 assinou a direção das peças “Blackbird”, de David Harrower; e “Timon de Atenas”, de William Shakespeare, com Vera Holtz à frente do elenco. Em 2015 dirigiu os espetáculos “Antinelson”, de Nelson Rodrigues; “Um Estranho no Ninho”,baseada no romance de Ken Kesey; e o musical “Uma canção para Janis”, de José Eduardo Belmonte, sobre a cantora Janis Joplin, que cumpriu temporada em Brasília e atualmente está em tournée. Bruce assina ainda a direção de “Cenas de Um Casamento”, que estreiou em outubro de 2015 no Rio de Janeiro.

Com " uma ilíada" bruce ganhou o prêmio cesgranrio de melhor ator e está indicado ao prêmio aptr também como melhor ator.


Horários

Sexta-feira: 21h - R$ 40,00 e R$ 20,00(meia)
Sábados 21h - R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia)
Domingos: 18h - R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia)

Elenco

Bruce Gomlevsky

Ficha Técnica

Tradução: Geraldo Carneiro
Trilha sonora original: Mauro Berman
Iluminação: Elisa Tandeta
Figurino: Carol Lobato
Cenário: Bruce Gomlevsky
Direção de movimento: Daniela Visco
Assistente de direção: Lorena Sá Ribeiro
Fotos: Dalton Valério
Projeto Gráfico: Maurício Grecco e Tiago Ristow
Produção e Realização: BG ArtEntretenimento Ltda / bruce gomlevsky
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Direção e interpretação: Bruce Gomlevsky
Texto: Lisa Peterson e Denis O'Hare




O Teatro


Desde sua inauguração, ao inicio dos anos 50, o Teatro Maison de France foi palco dos principais acontecimentos teatrais cariocas e marcou para sempre a vida cultural da cidade. Foi ali que Fernanda Montenegro e Fernando Torrres encenaram por dois anos seguidos o maior sucesso da carreira deles, a peça “E” nos anos 60 e que o público carioca entrou em contato com as experiências da vanguarda do Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrrêa.
O Teatro Maison de France também ficou nas memórias por ter sediado o famoso Prêmio Molière de Teatro que, durante 27 anos, prestigiou o que a classe artística brasileira tem de melhor, apoiado pela Air France.

Em junho de 1985, infelizmente, o teatro fechou suas portas, depois da temporada da peça “A Amante Inglesa” com Paulo Autran e Tônia Carreiro. Esse fechamento foi motivado por razões de segurança, particularmente pelas normas anti-incêndio que estavam obsoletas.


O processo de reabertura
Desde essa época, foram feitas várias tentativas para reabrir o teatro, sem sucesso. Em 1995, o então adido cultural do Consulado da França no Rio de Janeiro, Romaric Sulger Büel incentivou a renovação e a reabertura do Teatro Maison de France. Essa missão foi atribuída ao Instituto Molière, sociedade civil, sem fins lucrativos cujo objetivo fundamental foi a remodelação do Teatro, e posteriormente, sua administração.


Em 1996, o Presidente do Instituto Molière o Sr. Michel Oyharçabal conseguiu, depois de uma complexa negociação, a verba para a reforma do Teatro. Com o apoio indefectível do Sr. Michel Rama, o então responsável do Governo Francês para os imóveis, foi iniciado o projeto arquitetônico, confiado ao Engenheiro Sérgio Moreira Dias, cuja empresa projetou realizações famosas como o Metropolitan, hoje Claro Hall. Os melhores especialistas acústicos e de iluminação foram contratados para otimizar a qualidade do teatro, o sistema de ar condicionado foi instalado para oferecer conforto e silêncio e foram construídos cinco camarins amplos com instalações sanitárias.
Devido as novas normas de segurança, a capacidade do teatro foi reduzida de 500 para 353 lugares e o palco ampliado. A desvalorização do Real em 1999 obrigou o Instituto Molière a buscar patrocinadores para completar a verba disponível. Foi através da lei de Incentivo Fiscal a Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que a Light participou na altura de 20% do projeto de renovação.

A decoração assinada pela decoradora Ana Lúcia Juça combina elementos tais como a pedra São Tomé, madeira e vidro conjugando a sofisticação com modernidade e elegância. No dia 4 de dezembro de 2000, o Embaixador Alain Rouquié e o Sr. Michel Oyharçabal anunciaram o início das obras que demoraram um ano.


A inauguração e o funcionamento do teatro

Inaugurado no dia 1 de fevereiro de 2002 pelo Ministro Francês da Francofonia e da Cooperação, o Teatro Maison de France passou a oferecer uma programação variada, com espetáculos de teatro, dança, música, concertos, sessões de cinema, seminários etc...

O teatro também está disponível para empresas que desejam alugar o espaço para reuniões corporativas e seminários profissionais. Por este fim, ele foi dotado de equipamentos de som e luz de última geração. A primeira peça da retomada do Teatro Maison de France foi “Variações Enigmáticas”, do francês Eric Emmanuel Shmidt, encenado pelo último ator a pisar naquele palco no ano de 1985, Paulo Autran, Cecil Thiré com direção de José Possi Neto.

Depois dessa brilhante reinauguração, o Teatro Maison de France pode se orgulhar de ter acolido espétaculos de prestigios com todos os grandes nomes da dança (Ana Botafogo), da canção (Bibi Ferreira), da opéra ( Barbara Hendricks) e claro do teatro ( Irene Ravache, Marcos Caruso, Natalia Timberg, Pedro Paulo Rangel, Camilla Pitanga ....).
O Teatro Maison de France voltou a ser a referencia carioca quando se trata de qualidade artística, conforto e sofisticação.



Galeria


O Teatro Maison de France é referência carioca quando se trata de qualidade artística, conforto e sofisticação.

Alugue o Teatro


O Teatro Maison de France é o lugar ideal para a realização de seus eventos - coquetéis, workshops, congressos, conferências e lançamentos de peças, filmes e livros etc..

Colação de Grau da FGV





Seminário FIFA-FGV

Números do Teatro Maison de France

Alguns fatos interessantes sobre o Teatro

Atores


2453

Espetáculos Apresentados


146

Eventos Realizados


217

Mantenedor


Patrocínio


Clientes


Newsletter TMF

Receba todas as novidades do Teatro Maison de France

Contatos


Contatos e Localização

Avenida Presidente Antônio Carlos, 58.

(21) 2544-2533

tmf@teatromaisondefrance.com.br

Informações

Ter. - Sex. a partir das 13h30

Sab. - Dom. a partir das 13h30

Seg. 13h30(Informações) e Cinemaison

Fale Conosco