Histórico
Desde sua inauguração, ao inicio dos anos 50, o Teatro Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN foi palco dos principais acontecimentos teatrais cariocas e marcou para sempre a vida cultural da cidade. Foi ali que Fernanda Montenegro e Fernando Torrres encenaram por dois anos seguidos o maior sucesso da carreira deles, a peça “E” nos anos 60 e que o público carioca entrou em contato com as experiências da vanguarda do Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrrêa.

O Teatro Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN também ficou nas memórias por ter sediado o famoso Prêmio Molière de Teatro que, durante 27 anos, prestigiou o que a classe artística brasileira tem de melhor, apoiado pela Air France.

Em junho de 1985, infelizmente, o teatro fechou suas portas, depois da temporada da peça “A Amante Inglesa” com Paulo Autran e Tônia Carreiro. Esse fechamento foi motivado por razões de segurança, particularmente pelas normas anti-incêndio que estavam obsoletas.

O processo de reabertura
Desde essa época, foram feitas várias tentativas para reabrir o teatro, sem sucesso. Em 1995, o então adido cultural do Consulado da França no Rio de Janeiro, Romaric Sulger Büel incentivou a renovação e a reabertura do Teatro Maison de France. Essa missão foi atribuída ao Instituto Molière, sociedade civil, sem fins lucrativos cujo objetivo fundamental foi a remodelação do Teatro, e posteriormente, sua administração.

Em 1996, o Presidente do Instituto Molière o Sr. Michel Oyharçabal conseguiu, depois de uma complexa negociação, a verba para a reforma do Teatro. Com o apoio indefectível do Sr. Michel Rama, o então responsável do Governo Francês para os imóveis, foi iniciado o projeto arquitetônico, confiado ao Engenheiro Sérgio Moreira Dias, cuja empresa projetou realizações famosas como o Metropolitan, hoje Claro Hall. Os melhores especialistas acústicos e de iluminação foram contratados para otimizar a qualidade do teatro, o sistema de ar condicionado foi instalado para oferecer conforto e silêncio e foram construídos cinco camarins amplos com instalações sanitárias.

Devido as novas normas de segurança, a capacidade do teatro foi reduzida de 500 para 353 lugares e o palco ampliado. A desvalorização do Real em 1999 obrigou o Instituto Molière a buscar patrocinadores para completar a verba disponível. Foi através da lei de Incentivo Fiscal a Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que a Light participou na altura de 20% do projeto de renovação.

A decoração assinada pela decoradora Ana Lúcia Juça combina elementos tais como a pedra São Tomé, madeira e vidro conjugando a sofisticação com modernidade e elegância. No dia 4 de dezembro de 2000, o Embaixador Alain Rouquié e o Sr. Michel Oyharçabal anunciaram o início das obras que demoraram um ano.

A inauguração e o funcionamento do teatro

Inaugurado no dia 1 de fevereiro de 2002 pelo Ministro Francês da Francofonia e da Cooperação, o Teatro Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN passou a oferecer uma programação variada, com espetáculos de teatro, dança, música, concertos, sessões de cinema, seminários etc...

O teatro também está disponível para empresas que desejam alugar o espaço para reuniões corporativas e seminários profissionais. Por este fim, ele foi dotado de equipamentos de som e luz de última geração. A primeira peça da retomada do Teatro Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN foi “Variações Enigmáticas”, do francês Eric Emmanuel Shmidt, encenado pelo último ator a pisar naquele palco no ano de 1985, Paulo Autran, Cecil Thiré com direção de José Possi Neto.

Depois dessa brilhante reinauguração, o Teatro Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN pode se orgulhar de ter acolido espétaculos de prestigios com todos os grandes nomes da dança (Ana Botafogo), da canção (Bibi Ferreira), da opéra ( Barbara Hendricks) e claro do teatro ( Irene Ravache, Marcos Caruso, Natalia Timberg, Pedro Paulo Rangel, Camilla Pitanga ....).

O Teatro Maison de France voltou a ser a referencia carioca quando se trata de qualidade artística, conforto e sofisticação.

 

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