O
musical "Emilinha e Marlene – as rainhas do rádio"
estreia no próximo dia 04 de agosto no Teatro Maison de France.
O espetáculo conta a história da vida das duas cantoras e
dos tempos de ouro do rádio, e tem direção de
Antonio de Bonis e texto de Thereza Falcão e Julio Fischer -
ambos colaboradores da novela das 18h da TV Globo, “Cordel
Encantado”, e Thereza também responsável pela
adaptação teatral da bem sucedida “A Mulher Que
Escreveu a Bíbila”.
No elenco estão
Solange Badin como Marlene e Vanessa Gerbelli como Emilinha, ao lado de
Stella Maria Rodrigues, Ângela Rebello, Rosa Douat, Cristiano
Gualda, Luiz Nicolau, Ettore Zuim, Mona Vilardo e Cilene Guedes. A
direção musical é de Marcelo Alonso Neves, os
figurinos são de Rosa Magalhães, a luz de Maneco
Quinderé e o cenário de Sergio Marimba. A pianista
Cristina Bhering rege ao vivo uma orquestra de seis músicos
composta pelos músicos Affonso Neto (bateria), Clay
Protásio (baixo), Jonas Corrêa (trombone), Eduardo Santana
(trumpete) e Gabriel Gabriel (saxofone).
Este projeto é uma
realização Prósperas Produções de
Thereza Falcão e Anderson Muller. “Emilinha e
Marlene - as rainhas do rádio” conta a trajetória
artística de duas das maiores personalidades da música
brasileira, a partir de 1949, quando a então novata Marlene
supera a favorita Emilinha Borba no concurso RAINHA DO RÁDIO. A
vitória de uma cantora até então considerada
elitista – vinda dos palcos do Copacabana Palace –, era
absolutamente inesperada e inaugurou a histórica rivalidade
entre as duas cantoras e seus fãs-clubes, que chegou a ser
comparada pelo jornalista Mário Filho como “o fla-flu dos
que não gostam de futebol”.
Como pano de fundo, seis décadas
da história do Brasil e a ascensão de um importante e
pioneiro veículo de comunicação de massa do
século XX – o rádio – e seu maior expoente no
país, a lendária Rádio Nacional. Com
mais de 50 canções executadas ao vivo, o musical revisita
os sucessos, as dificuldades e as vidas pessoais de Emilinha e Marlene.
Fala de como Emilinha, considerada a cantora mais popular da
história do Brasil, viu-se obrigada a lançar seu
último CD nas ruas do Rio de Janeiro por falta de gravadora. De
como Marlene, a primeira cantora brasileira a apresentar-se no Olympia
de Paris, sob os auspícios da francesa Edith Piaf, enfrentou o
julgamento de críticos que consideravam sua voz
“pequena”. De como Emilinha manteve-se fiel ao seu
público e ao seu estilo brejeiro de cantar e de como Marlene
impôs-se com um repertório eclético e, por vezes,
carregado de cunho social e político. Uma
curiosidade: os ingressos para o musical são vendidos para dois
setores distintos – a plateia de fãs de Emilinha e a
plateia de fãs de Marlene.
SINOPSE
A história das divas é
contada através da história de duas irmãs que
são rivais e, por ocasião da morte de sua mãe,
devem entrar em sua antiga casa e remexer em objetos do passado,
rememorando assim as suas histórias de vida. Uma é
fã ardorosa de Emilinha, e a outra de Marlene. A peça se
passa num único dia, quando as duas irmãs estão
fazendo esta arrumação e acabam revolvendo o passado,
quando viviam seguindo as duas cantoras.
FICHA TÉCNICA
Autores: Thereza Falcão e Julio
Fischer Direção Geral: Antonio de Bonis Assistência
de Direção: Lenita Lopez Pesquisa: Eva Joory e Rodrigo
Faour Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Elenco Solange Badin / Marlene Vanessa Gerbelli / Emilinha Stella Maria
Rodrigues Ângela Rebello Rosa Douat Cristiano Gualda Luiz Nicolau
Ettore Zuim Mona Vilardo Cilene Guedes Piano e
regência: Cristina Bhering Músicos: Affonso Neto
(bateria), Clay Protásio (baixo), Jonas Corrêa (trombone),
Eduardo Santana (trumpete) e Gabriel Gabriel (saxofone)
Cenário: Sérgio Marimba Figurino: Rosa Magalhães
Iluminação: Maneco Quinderé
Preparação Vocal: Mona Vilardo Preparação
Corporal: Márcia Rubin Visagismo: Uirandê Holanda Design
Gráfico: Guilherme Leite Ribeiro Fotos: Estela
Albani Produção Executiva e
Captação de apoios: Tiago Morenno Assistência de
produção: Thiago Paschoa Direção de
Produção: Isabel Themudo e Estela Albani
Realização: Anderson Muller e Thereza Falcão /
Prósperas Produções Artísticas Ltda
Patrocínio: Ministério da Cultura e Bradesco Seguros e
Previdência Assessoria de Imprensa: JSPontes
Comunicação - João Pontes e Stella
Stephany
ANTONIO DE BONIS
Antonio de Bonis estudou na Accademia
Nazionale D’Art Drammatica Silvio D’Amico, em Roma. Foi
professor de teatro da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), diretor
artístico do Teatro Municipal Ziembinski por dois anos e diretor
artístico do Teatro Municipal Café Pequeno durante quatro
anos. Já recebeu o Prêmio Shell (1995) na categoria
Especial pelo conjunto de trabalhos realizados na área de
musicais. Entre seus principais trabalhos, dirigiu e foi roteirista dos
musicais “Lamartine Para Inglez Ver”, “Lamartine II
– O Resgate”, “É no toco da Goiaba”
(Prêmio Mambembe de melhor espetáculo, em 1995) e
“Ao Meu Rio, Declarações de amor”.
Codirigiu com Antonio Abujamra o
espetáculo “Julieta de Freud”, com Cláudia
Jimenez; dirigiu o musical “Dolores”, com Soraya Ravenle,
(Prêmio Shell de melhor atriz) e os espetáculos “O
Século do Progresso”, “Atlântida, o Reino da
Chanchada” e “Inezperado Musical”. Dirigiu e
roteirizou com Douglas Dwight o espetáculo “O Bem do
Mar”, com músicas de Caymmi; e escreveu com Fátima
Valença e dirigiu o espetáculo “Orlando Silva, O
Cantor das Multidões”.
Dirigiu e roteirizou o show
“Divina”, em homenagem a Elizeth Cardoso, no CCBB, e
dirigiu os shows de Soraya Ravenle, no Mistura Fina, e de
Miúcha, no projeto Pixinguinha, da Funarte. Foi diretor
também da festa de entrega do Prêmio Shell, no Teatro
João Caetano (Tributo a Chico Buarque).
EMILINHA
Emília Savana da Silva Borba
nasceu em 31 de agosto de 1923, no morro da Mangueira, no Rio de
Janeiro. Começou a cantar aos catorze anos no programa
“Hora Juvenil”, na Rádio Cruzeiro do Sul, ainda
escondida da família. Em 1939, com o apoio de Carmem Miranda,
foi contratada pelo Cassino da Urca. Após uma breve passagem
pela Rádio Nacional, retornou à emissora definitivamente
em 1944, onde passou a ser um dos nomes mais famosos e queridos do
país.
Emilinha gravou cerca de 120 discos, fez
diversos shows no exterior, participou de 34 filmes, foi 350 vezes capa
de revistas, e 12 vezes campeã do carnaval carioca,
imortalizando marchinhas como “Mulata
iê-iê-iê”, “Chiquita Bacana”,
“Tomara que chova”, “Remador” e “Vai com
jeito”.
“Favorita da Marinha”,
“Rainha dos Auditórios”, “Rainha das
Cantoras”, “Rainha dos Estudantes”, “Rainha do
Rádio”, são apenas alguns dos vinte e seis
títulos que recebeu em sua carreira. Em 1949, franca favorita no
concurso Rainha do Rádio, perdeu a coroa para a então
novata Marlene, inaugurando assim a rivalidade que permearia as duas
carreiras.
A popularidade de Emilinha tornou-a
garota propaganda de uma série de empresas e produtos, alguns
batizados com seu nome, antecipando assim o que hoje chamamos de
“licenciamento”. Dona de um carisma e de uma
reputação irretocável, Emilinha era vista como a
própria imagem da retidão. Era a “filha, a nora e a
esposa que todos queriam”: boa, simpática, alegre e
caridosa. Seus fãs chegavam mesmo a chamá-la de
“santinha” e até milagres lhe foram
atribuídos. Emilinha literalmente arrastava multidões por
onde passava. Quando venceu o concurso de Rainha do Rádio em
1953, um mar de pessoas fechou a Avenida Rio Branco para segui-la rumo
ao Teatro João Caetano, onde foi coroada.
Em 1968, Emilinha descobriu um edema nas
cordas vocais e ficou afastada dos palcos por muitos anos, retornando
apenas em 1972, com o bolero “Voltei para Ficar”, composto
especialmente para sua volta.
Após 22 anos sem gravar, Emilinha
lançou, em 2003, o CD “Emilinha Pinta e Borba” com
diversas participações. Em 2005, foi a vez do CD
“Na Banda da Folia”. Por falta de gravadora, a mais popular
cantora brasileira de todos os tempos foi à praça
pública vender aquele que seria o seu último
CD.
Emilinha Borba faleceu em 03 de outubro
de 2005. Foi velada na câmara municipal por oficiais da Marinha
do Brasil em uniforme de gala, transportada por um carro do Corpo de
Bombeiros e acompanhada pelos fãs que fizeram dela sua eterna
rainha.
MARLENE
Marlene nasceu Victoria Bonaiute, em 22
de novembro de 1924, no estado de São Paulo. Começou a
cantar aos dezesseis anos, no programa da Rádio Bandeirantes
“Hora do Estudante”, onde foi batizada por seus colegas
como Marlene, por sua semelhança com Marlene
Dietrich.
Pouco depois, contra a vontade da
família, batistas religiosos, mudou-se para o Rio de Janeiro e
entrou para o Cassino Icaraí, e na sequência tornou-se uma
das principais crooners do Cassino da Urca. Com a
proibição do jogo no país, Marlene se transferiu
para a Boate Casablanca e dali para o Copacabana Palace, dessa vez,
como atração principal. Marlene ganhou assim o status de
“cantora de elite”. Mas seu sonho era cantar para o grande
público na Rádio Nacional, sonho que realizou em
1947.
Desde o início, o que chamava
atenção em Marlene era sua postura, seu domínio de
palco, seu “jogo de cena”. Um estilo que a fez ganhar do
radialista César de Alencar o slogan “a que canta e
dança diferente”. Também a escolha de um
repertório eclético, com temas que começavam a
aparecer na música brasileira, como a pobreza e o dia-a-dia do
povo, marcaram o seu estilo. Interpretações como
“Lata d’água na cabeça”,
“Zé Marmita”e “Sapato de Pobre”
serão para sempre sinônimo de
Marlene.
O grande estopim de sua carreira
aconteceu em 1949, quando venceu o concurso de Rainha do Rádio.
Marlene passou a ser um nome conhecido em todo Brasil. Multiplicaram-se
seus fãs e também seus desafetos, pois ela havia
derrotado a grande favorita, Emilinha Borba. A partir de então,
fez diversos shows no estrangeiro. Foi a primeira cantora brasileira a
apresentar-se no Olympia de Paris. O convite partiu de Edith Piaf, com
quem dividiu o palco por seis meses.
Sua dramaticidade acabou levando-a para o
teatro, onde estrelou diversas peças e musicais. Fez ainda
cinema e, na TV, além de atuar, apresentou o programa que levava
seu nome “Marlene, meu bem”, inicialmente apresentado na
Rádio Nacional. Gravou quatro mil músicas e recebeu
dezenas de títulos, sendo os mais conhecidos “A Favorita
da Aeronáutica”, “A que canta e dança
diferente”, “A Incomparável” e “É
a maior”.
Seu trabalho mais recente foi o CD e DVD
“Marlene, a Rainha e os Artistas do Rádio”,
lançado em 2007; onde a cantora, aos 86 anos, cantando
compositores de diversas gerações, dá mostras da
artista que sempre foi, e prova que ainda
é.
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