TEATRO

Emilinha & Marlene as Rainhas do Rádio


De Thereza Falcão e Júlio Fischer

Direção : Antonio de Bonis

Com Solange Badim, Vanessa Gerbelli e grande elenco

Estreia dia 5 de agosto

Quinta e Sexta:19h30 - R$ 60,00
Sábado:20h30-
R$ 80,00
Domingo:18h30-
R$ 80,00

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MÚSICA      CINE CLUBE




 O musical "Emilinha e Marlene – as rainhas do rádio" estreia no próximo dia 04 de agosto no Teatro Maison de France. O espetáculo conta a história da vida das duas cantoras e dos tempos de ouro do rádio, e tem direção de Antonio de Bonis e texto de Thereza Falcão e Julio Fischer - ambos colaboradores da novela das 18h da TV Globo, “Cordel Encantado”, e Thereza também responsável pela adaptação teatral da bem sucedida “A Mulher Que Escreveu a Bíbila”. 

   No elenco estão Solange Badin como Marlene e Vanessa Gerbelli como Emilinha, ao lado de Stella Maria Rodrigues, Ângela Rebello, Rosa Douat, Cristiano Gualda, Luiz Nicolau, Ettore Zuim, Mona Vilardo e Cilene Guedes. A direção musical é de Marcelo Alonso Neves, os figurinos são de Rosa Magalhães, a luz de Maneco Quinderé e o cenário de Sergio Marimba. A pianista Cristina Bhering rege ao vivo uma orquestra de seis músicos composta pelos músicos Affonso Neto (bateria), Clay Protásio (baixo), Jonas Corrêa (trombone), Eduardo Santana (trumpete) e Gabriel Gabriel (saxofone).    

Este projeto é uma realização Prósperas Produções de Thereza Falcão e Anderson Muller.   “Emilinha e Marlene - as rainhas do rádio” conta a trajetória artística de duas das maiores personalidades da música brasileira, a partir de 1949, quando a então novata Marlene supera a favorita Emilinha Borba no concurso RAINHA DO RÁDIO. A vitória de uma cantora até então considerada elitista – vinda dos palcos do Copacabana Palace –, era absolutamente inesperada e inaugurou a histórica rivalidade entre as duas cantoras e seus fãs-clubes, que chegou a ser comparada pelo jornalista Mário Filho como “o fla-flu dos que não gostam de futebol”.   

Como pano de fundo, seis décadas da história do Brasil e a ascensão de um importante e pioneiro veículo de comunicação de massa do século XX – o rádio – e seu maior expoente no país, a lendária Rádio Nacional.   Com mais de 50 canções executadas ao vivo, o musical revisita os sucessos, as dificuldades e as vidas pessoais de Emilinha e Marlene. Fala de como Emilinha, considerada a cantora mais popular da história do Brasil, viu-se obrigada a lançar seu último CD nas ruas do Rio de Janeiro por falta de gravadora. De como Marlene, a primeira cantora brasileira a apresentar-se no Olympia de Paris, sob os auspícios da francesa Edith Piaf, enfrentou o julgamento de críticos que consideravam sua voz “pequena”. De como Emilinha manteve-se fiel ao seu público e ao seu estilo brejeiro de cantar e de como Marlene impôs-se com um repertório eclético e, por vezes, carregado de cunho social e político.   Uma curiosidade: os ingressos para o musical são vendidos para dois setores distintos – a plateia de fãs de Emilinha e a plateia de fãs de Marlene.   

SINOPSE   

A história das divas é contada através da história de duas irmãs que são rivais e, por ocasião da morte de sua mãe, devem entrar em sua antiga casa e remexer em objetos do passado, rememorando assim as suas histórias de vida. Uma é fã ardorosa de Emilinha, e a outra de Marlene. A peça se passa num único dia, quando as duas irmãs estão fazendo esta arrumação e acabam revolvendo o passado, quando viviam seguindo as duas cantoras.   

FICHA TÉCNICA   

Autores: Thereza Falcão e Julio Fischer Direção Geral: Antonio de Bonis Assistência de Direção: Lenita Lopez Pesquisa: Eva Joory e Rodrigo Faour Direção Musical: Marcelo Alonso Neves   Elenco Solange Badin / Marlene Vanessa Gerbelli / Emilinha Stella Maria Rodrigues Ângela Rebello Rosa Douat Cristiano Gualda Luiz Nicolau Ettore Zuim Mona Vilardo Cilene Guedes   Piano e regência: Cristina Bhering  Músicos: Affonso Neto (bateria), Clay Protásio (baixo), Jonas Corrêa (trombone), Eduardo Santana (trumpete) e Gabriel Gabriel (saxofone)   Cenário: Sérgio Marimba Figurino: Rosa Magalhães Iluminação: Maneco Quinderé Preparação Vocal: Mona Vilardo Preparação Corporal: Márcia Rubin Visagismo: Uirandê Holanda Design Gráfico: Guilherme Leite Ribeiro Fotos: Estela Albani   Produção Executiva e Captação de apoios: Tiago Morenno Assistência de produção: Thiago Paschoa Direção de Produção: Isabel Themudo e Estela Albani Realização: Anderson Muller e Thereza Falcão / Prósperas Produções Artísticas Ltda Patrocínio: Ministério da Cultura e Bradesco Seguros e Previdência Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação  - João Pontes e Stella Stephany   

ANTONIO DE BONIS   

Antonio de Bonis estudou na Accademia Nazionale D’Art Drammatica Silvio D’Amico, em Roma. Foi professor de teatro da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), diretor artístico do Teatro Municipal Ziembinski por dois anos e diretor artístico do Teatro Municipal Café Pequeno durante quatro anos. Já recebeu o Prêmio Shell (1995) na categoria Especial pelo conjunto de trabalhos realizados na área de musicais. Entre seus principais trabalhos, dirigiu e foi roteirista dos musicais “Lamartine Para Inglez Ver”, “Lamartine II – O Resgate”, “É no toco da Goiaba” (Prêmio Mambembe de melhor espetáculo, em 1995) e “Ao Meu Rio, Declarações de amor”. 

  Codirigiu com Antonio Abujamra o espetáculo “Julieta de Freud”, com Cláudia Jimenez; dirigiu o musical “Dolores”, com Soraya Ravenle, (Prêmio Shell de melhor atriz) e os espetáculos “O Século do Progresso”, “Atlântida, o Reino da Chanchada” e “Inezperado Musical”.  Dirigiu e roteirizou com Douglas Dwight o espetáculo “O Bem do Mar”, com músicas de Caymmi; e escreveu com Fátima Valença e dirigiu o espetáculo “Orlando Silva, O Cantor das Multidões”.   

Dirigiu e roteirizou o show “Divina”, em homenagem a Elizeth Cardoso, no CCBB, e dirigiu os shows de Soraya Ravenle, no Mistura Fina, e de Miúcha, no projeto Pixinguinha, da Funarte. Foi diretor também da festa de entrega do Prêmio Shell, no Teatro João Caetano (Tributo a Chico Buarque).    

EMILINHA   

Emília Savana da Silva Borba nasceu em 31 de agosto de 1923, no morro da Mangueira, no Rio de Janeiro. Começou a cantar aos catorze anos no programa “Hora Juvenil”, na Rádio Cruzeiro do Sul, ainda escondida da família. Em 1939, com o apoio de Carmem Miranda, foi contratada pelo Cassino da Urca. Após uma breve passagem pela Rádio Nacional, retornou à emissora definitivamente em 1944, onde passou a ser um dos nomes mais famosos e queridos do país.    

Emilinha gravou cerca de 120 discos, fez diversos shows no exterior, participou de 34 filmes, foi 350 vezes capa de revistas, e 12 vezes campeã do carnaval carioca, imortalizando marchinhas como “Mulata iê-iê-iê”, “Chiquita Bacana”, “Tomara que chova”, “Remador” e “Vai com jeito”.      

“Favorita da Marinha”, “Rainha dos Auditórios”, “Rainha das Cantoras”, “Rainha dos Estudantes”, “Rainha do Rádio”, são apenas alguns dos vinte e seis títulos que recebeu em sua carreira. Em 1949, franca favorita no concurso Rainha do Rádio, perdeu a coroa para a então novata Marlene, inaugurando assim a rivalidade que permearia as duas carreiras.   

A popularidade de Emilinha tornou-a garota propaganda de uma série de empresas e produtos, alguns batizados com seu nome, antecipando assim o que hoje chamamos de “licenciamento”.  Dona de um carisma e de uma reputação irretocável, Emilinha era vista como a própria imagem da retidão. Era a “filha, a nora e a esposa que todos queriam”: boa, simpática, alegre e caridosa. Seus fãs chegavam mesmo a chamá-la de “santinha” e até milagres lhe foram atribuídos. Emilinha literalmente arrastava multidões por onde passava. Quando venceu o concurso de Rainha do Rádio em 1953, um mar de pessoas fechou a Avenida Rio Branco para segui-la rumo ao Teatro João Caetano, onde foi coroada.    

Em 1968, Emilinha descobriu um edema nas cordas vocais e ficou afastada dos palcos por muitos anos, retornando apenas em 1972, com o bolero “Voltei para Ficar”, composto especialmente para sua volta.    

Após 22 anos sem gravar, Emilinha lançou, em 2003, o CD “Emilinha Pinta e Borba” com diversas participações. Em 2005, foi a vez do CD “Na Banda da Folia”. Por falta de gravadora, a mais popular cantora brasileira de todos os tempos foi à praça pública vender aquele que seria o seu último CD.    

Emilinha Borba faleceu em 03 de outubro de 2005. Foi velada na câmara municipal por oficiais da Marinha do Brasil em uniforme de gala, transportada por um carro do Corpo de Bombeiros e acompanhada pelos fãs que fizeram dela sua eterna rainha.    

MARLENE   

Marlene nasceu Victoria Bonaiute, em 22 de novembro de 1924, no estado de São Paulo. Começou a cantar aos dezesseis anos, no programa da Rádio Bandeirantes “Hora do Estudante”, onde foi batizada por seus colegas como Marlene, por sua semelhança com Marlene Dietrich.    

Pouco depois, contra a vontade da família, batistas religiosos, mudou-se para o Rio de Janeiro e entrou para o Cassino Icaraí, e na sequência tornou-se uma das principais crooners do Cassino da Urca. Com a proibição do jogo no país, Marlene se transferiu para a Boate Casablanca e dali para o Copacabana Palace, dessa vez, como atração principal. Marlene ganhou assim o status de “cantora de elite”. Mas seu sonho era cantar para o grande público na Rádio Nacional, sonho que realizou em 1947.    

Desde o início, o que chamava atenção em Marlene era sua postura, seu domínio de palco, seu “jogo de cena”. Um estilo que a fez ganhar do radialista César de Alencar o slogan “a que canta e dança diferente”. Também a escolha de um repertório eclético, com temas que começavam a aparecer na música brasileira, como a pobreza e o dia-a-dia do povo, marcaram o seu estilo. Interpretações como “Lata d’água na cabeça”, “Zé Marmita”e “Sapato de Pobre” serão para sempre sinônimo de Marlene.      

O grande estopim de sua carreira aconteceu em 1949, quando venceu o concurso de Rainha do Rádio. Marlene passou a ser um nome conhecido em todo Brasil. Multiplicaram-se seus fãs e também seus desafetos, pois ela havia derrotado a grande favorita, Emilinha Borba. A partir de então, fez diversos shows no estrangeiro. Foi a primeira cantora brasileira a apresentar-se no Olympia de Paris. O convite partiu de Edith Piaf, com quem dividiu o palco por seis meses.    

Sua dramaticidade acabou levando-a para o teatro, onde estrelou diversas peças e musicais. Fez ainda cinema e, na TV, além de atuar, apresentou o programa que levava seu nome “Marlene, meu bem”, inicialmente apresentado na Rádio Nacional.  Gravou quatro mil músicas e recebeu dezenas de títulos, sendo os mais conhecidos “A Favorita da Aeronáutica”, “A que canta e dança diferente”, “A Incomparável” e “É a maior”.   

Seu trabalho mais recente foi o CD e DVD “Marlene, a Rainha e os Artistas do Rádio”, lançado em 2007; onde a cantora, aos 86 anos, cantando compositores de diversas gerações, dá mostras da artista que sempre foi, e prova que ainda é.         Répondre Transférer


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